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| Capivara fonte http://caplinrous.blogspot.com |
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Enchentes em São Paulo viram manchetes internacionais
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
População de Capivaras aumenta em cidades do estado de São Paulo e Rio de Janeiro
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| A capivara simpatica de São José do Rio Preto permite que eu me aproxime, enquanto que a de Ipanema da problemas aos bombeiros no Rio de Janeiro |
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Ultimas revelações sobre as Capivaras nos centros urbanos
domingo, 10 de abril de 2011
O Mito das estatuas do parque do Ibirapuera

Os mitos urbanos que envolvem as quatro estatuas do parque do Ibirapuera começam a chegar aos ouvidos de toda a população. Porque será que as estatuas do Cão, da Serpente, do leão e do porco foram dispostas em praças estratégicas do parque próximas ao lago. Nos do blog Capivara Paulistana temos uma teoria.
O SONETO DA CAPIVARA
Diz a lenda que um pai e três filhos andavam de bicicleta na recém inaugurada ciclovia que margeia ao Rio Pinheiros quando um de seus filhos perguntou:
“Pai, porque andamos de bicicleta aqui?”
“Esta é uma chance de ganhar saúde enquanto conviemos com a nossa cidade” respondeu o pai.
“com esse cheiro horrível! como podemos ganhar saúde respirando este ar poluído?”
Em meio a esta conversa o filho do meio derrapou na areia e caiu. O pai dirigiu-se em grande velocidade para ajudá-lo:
“Machucou” perguntou o pai enquanto levantava o filho que não respondia pois olhava para algo muito estranho. Perplexo chamou a atenção de todos da família para aquele estranho homem que olhava diretamente em seus olhos.
Era um índio. “pai, estou com medo”
“Não precisa ter medo” disse o índio que acariciava uma capivara.
“Este é o índio da lenda da Capivara Paulistana” afirmou o menino mais velho que lia nosso blog.
“Sim sou eu” respondeu o índio “quer saber como ganhar saúde as margens do rio?” perguntou a capivara ao garoto.
“Sim, como poderei crescer nesta cidade e deixá-la limpa para meus filhos?”
“Simples” respondeu a capivara “os ignorantes animais devolvem seu lixo a natureza de forma inteligente o único animal inteligente devolve seu lixo de forma ignorante”.
“Por onde posso começar?”
“comece limpando sua sala de estar” disse o índio.
“Nossa sala está mais do que limpa” respondeu o pai um pouco irritado.
Foi então que o índio pediu para que anotassem um “Mapa Soneto”:
“A cidade vive um dilema;
Unindo os cardeais dirija-se ao meio;
como a criança que busca o seio;
por instinto resolva o problema.
O Leão denuncia a vergonha;
A serpente cala Laocoonte;
O Cão olha para a ponte;
O porco escapa pois em seu corpo tem banha.
É mudar por força da vontade;
é servir a natureza para ser o vencedor;
é deter quem nos mata por lealdade.
O parque pede que amenize a sua dor;
Que a ele demonstremos nossa amizade,
Que não joguemos nada nele por amor.”
Quando terminaram de anotar o soneto, olharam ao redor e a capivara e o índio já haviam desaparecido.
A charada em forma de soneto sem duvida fazia referencia aos animais que povoam os parques da cidade, no entanto, bem sabemos que no Brasil não temos leão.
“Pai, o soneto fala de um porco ensebado, lá no parque do Ibirapuera tem uma estatua com porco ensebado fugindo dos garotos” disse o garoto mais novo.
“Também tem uma estatua de um leão” o do meio retrucou.
“Então trata-se do parque do Ibirapuera” disse o pai “vamos para o parque.
Se deslocaram para o parque em busca de mais pistas, passaram a manhã toda andando e nada acharam. Em determinado momento sentaram-se no arvoredo próximo a estatua de mármore do leão e liam o soneto repetidamente.
“Já achamos dois animais” disse o filho do meio “precisamos achar agora o cão e a serpente”.
O filho mais velho pergunta ao servente onde tem uma estatua de serpente, ele então responde que a única serpente é aquela que se enrola em Laocoonte, a estatua fica na união dos dois grandes lagos.
Já haviam desistido de procurar a estatua do cão e o pai sugere que está na hora do almoço.
“Vamos almoçar, sua mãe não quer que almocemos tarde”
Sentaram-se na lanchonete da marquise estenderam um mapa do parque sobre a mesa e o pai marcou com um “X” o local de cada estatua de animais, quando um vento forte levou o mapa para o gramado.
Os garotos correm para pegar o mapa que para na estatua de um pastor alemão.
“Pai achamos a quarta estatua” sem perder tempo marcaram o quarto animal no mapa. Ao traçar linhas unindo os pontos cardeais marcados pelos animais formaram um x cujo centro marcava a margem do lago próximo a ponte dos Ipês.
La chegaram e nada viram.
“Este parque é o mais limpo da cidade os peixes nadam no lago, não temos que deter nenhum poluidor aqui” disse o pai.
Quando levantaram-se para ir embora,
viram um tubo na margem que despejava latinhas de refrigerantes, sacos plásticos e água suja no lago.
Neste instante a voz do índio pareceu sair do mato e disse:
“Se vocês não conseguem manter o sala de estar limpa, imaginem o que fazem no banheiro”.
Saiba um pouco mais destas estatuas:
1 - “LAOCOONTE” Liceo de Artes e Ofícios escultura em bronze
Pressentindo que o famoso “cavalo de Tróia” deixado pelos gregos à porta da cidade trazia mau agouro, ele tentou avisar aos troianos para não o levassem para o lado de dentro de suas muralhas. Poseidon, deus dos mares e aliado dos gregos, enviou então duas serpentes marinhas para devorar a ele e seus rebentos e calá-los. Essa é a história contata pela escultura Laocoonte e seus filhos, cuja original se encontra no Vaticano e da qual existe uma réplica no parque do Ibirapuera.
2 - “LEÃO” Prosper Lecourtier escultura em mármore 1910 - Durante a gestão de Raymundo Duprat (1911 - 1914) ficava à frente da Prefeitura de SP a peça foi adquirida para embelezar a esplanada do Teatro Municipal. Em 1922 foi retirada do local e instalada no Parque Dom Pedro II. No final dos anos 1960 quando o Parque foi reformado o Leão foi parar no Parque Ibirapuera, onde se encontra atualmente.
3 - PORCO ENSEBADO – Ricardo Cipicchia - escultura em bronze – 1952
Brincadeira comum no interior paulista, vencia a disputa o primeiro a conseguir agarrar um porco com a pele lambuzada de sebo. Os tombos e escorregões da molecada garantiam a farra. Na década de 50, a escultura de Cipicchia ficava na Praça da República. Vinte anos depois, removeram a obra para o Parque do Ibirapuera, onde está até hoje.
4 - "CÃO PASTOR ALEMÃO" Fundição Rebelato - escultura em bronze – 13/10/1963 a estatua é uma homenagem aos criadores de Cães de São Paulo.
O Parque Ibirapuera é o mais importante e famoso parque urbano da cidade de São Paulo, Brasil. Foi inaugurado em 21 de agosto de 1954.
A região alagadiça (Ibirapuera (ypi-ra-ouêra) significa "pau podre ou árvore apodrecida" em língua tupi; "ibirá", árvore, "puera", o que já foi) que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens.
Não sabemos ao certo de onde vem a água que sai daquele cano, no entanto sabemos que sempre despeja dejetos no lago.
segunda-feira, 7 de março de 2011
A cidade de São Paulo no Futuro

No livro o Poço do Visconde de Monteiro Lobato, publicado em 1937, o personagem lindamente ilustrado por Belmonte descide arriscar como seria o futuro do Brasil e descobre nos livros de Dona Benta um tratado de geologia, através deste ele encontra o primeiro poço de Petróleo no Brasil, no Sitio do Pica Pau Amarelo.
A critica pegou pesado afirmando que jamais haveria petróleo no Brasil. Critica que se provou equivocada em 15 anos e agora ainda mais equivocada com a descoberta de petróleo no Pré-Sal.
Assim como o personagem de Monteiro Lobato a Capivara decide fazer algumas previsões com base nos meus blogs.
Na matéria postada em Blemya “Uma crônica de 400 milhões anos sobre nossa civilização De Pangea I a Pangea II”
http://blemya.blogspot.com/2011/02/uma-cronica-de-400-milhoes-anos-sobre.html vemos a avenida Paulista
economizando milhões de reais ao ser iluminada com pigmentos fosforescentes e numa situação não tão quente apos ser apanhada por uma longa tempestade de gelo. 
No próprio blog Capivara Paulistana a cidade de São Paulo aparece em duas possíveis versões,
num não tão distante futuro meio apocalíptico está coberta por vegetação, http://capivarapaulistana.blogspot.com/2011/01/ecologia-urbana.html alguns animais fugiram do zoológico e outros como as capivaras simplesmente expandiram seus domínios.
Em outra situação robôs cuidam de plantas que geram energia para a cidade.
Tal qual as cidades de Paris, Londres e Songdo a arquitetura da cidade já tem um perfil mais bem definido.
Em 2002 arrisquei minha própria versão de São Paulo do futuro no conto que escrevi e ilustrei para a revista Superinteressante “O Erro de Einstein por Luiz Pagano”, edições de Janeiro e Fevereiro. São Paulo estava bem conceituada infelizmente não tive a mesma sorte com a historinha (rsrs).
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Mascotes das Olimpíadas de Londres 2012 e São Paulo 2016
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Capivara sugere algumas soluções para a cidade de São Paulo

Sabemos bem que de novembro a março vivemos a época de chuvas na capital, nossa prefeitura bem como os cidadãos trabalharam em antecipação. Foram retiradas 2.700 toneladas de lixo, material decantando e vegetação de dentro dos 19 piscinões, a chamada operação “Cata-Bagulho” recolheu 800 toneladas de objetos, foram realizadas operações de tapa buracos, os bueiros foram limpos. A manutenção dessas estruturas é muito cara, mas ainda não se inventou nada mais eficaz para conter a fúria das enchentes.
Ainda assim tivemos mortes provocadas por enchentes, caos no transito, entre outros problemas provocados pelas chuvas.
Talvez ainda não estejamos fazendo a coisa certa:
Lembrando das palavras na Lenda da Capivara “A cada agressão que cometem contra a terra que lhes cedi a própria terra haverá de puni-los e esta humilde capivara que vos fala haverá de lembrá-los com sua própria presença e fiscalização tudo o que aqui foi dito.”
Saiba mais sobre a Lenda da Capivara Paulistana - http://capivarapaulistana.blogspot.com/2009/07/lenda-da-capivara-paulistana.html
Desta forma nos dirigimos ao grande altar da Capivara para evocar o espírito criador da cidade que sempre se manifesta pelos animais para saber como poderíamos reverter esta situação e a resposta foi curta e metafórica:
“Se tratar a Capivara com respeito a terra ha de retribuir com o respeito empregado”.
Sabemos que a “capivara” representa metaforicamente as forças da natureza, não encontramos piscinões de concreto na natureza, no entanto a própria terra se incumbe de absorver a água da chuva. Alem de impermeabilizar o solo, o asfalto absorve a luz solar e a transforma em calor. Em verões intensos o asfalto, bem como o teto dos prédios pode chegar a temperaturas próximas a 65o Celsius provocando o chamado ICU (Ilha de Calor Urbano).
Soluções praticas como o asfalto poroso podem ser boa uma alternativa.
Simples e barato, o asfalto poroso ou asfalto permeável apresenta diversas vantagens, não necessita de ingredientes exclusivos para sua aplicação, nem de equipamentos especiais. Com a informação adequada, qualquer empresa de pavimentação pode facilmente preparar a mistura e aplicá-lo.
Mesmo depois de 20 anos, pavimentos permeáveis instalados nos Estados Unidos mostram pouca ou nenhuma fissuras e buracos. A superfície do asfalto poroso mantém a sua capacidade de lidar com a água da chuva por muitos anos. Um dos mais conhecidos locais onde o asfalto permeável foi instalado é o estacionamento do Walden Pond State Reservation no estado de Massachusetts, construída em 1977.
Embora nunca tenha sido repavimentado, o estacionamento está em boa forma e ainda drena eficazmente.
Dada a estrutura do pavimento, o asfalto poroso é capaz de proporcionar um leve resfriamento quando comparado com o asfalto tradicional. Ao reabastecer os lençóis freáticos e aqüíferos, ao invés de forçar chuvas em galerias pluviais, asfalto poroso também ajuda a reduzir as demandas sobre os sistemas de galerias de águas pluviais.
Quanto aos tetos dos edifícios a solução é um pouco mais cara, no entanto, sabemos que as soluções para os mega problemas das mega cidades (com mega arrecadações) também devem ser de proporção “mega”.
Os chamados tetos ecológicos são jardins suspensos sobre os rufos dos prédios. Os jardins são isolados por mantas e materiais especiais, filtram a água pela ação de elementos filtrantes naturais e canalizam a água para próprio o solo. Com os telhados ecológicos a temperatura dos tetos dificilmente ultrapassam os 37o Celsius.
Nisso o paulistano já tem experiência, no antigo edifício de 16 andares, popularmente conhecido como “Banespinha existe um jardim com mais de 400 diferentes espécies de plantas: café, cana-de-açúcar, ervas medicinais e até uma mangueira são cultivados no jardim suspenso da cobertura, é o Jardim Walter Galera.
Originalmente concebido com colunas de mármore e portas de jacarandá pelo arquiteto italiano Marcello Piacentinni a pedido da família Matarazzo, o edifício foi construído em 1938 e abriga desde 25 de janeiro de 2004 a prefeitura de São Paulo (aniversário de 450 anos da cidade, a prefeitura mudou-se do Palácio das indústrias para o Palácio do Anhangabaú, como foi chamado oficialmente o edifício durante um ano).
Alem do mais antigo jardim suspenso da cidade o edifício nos traz outra curiosidade, o “Banespinha” possui a maior fachada em mármore travertino romano do mundo, com 25 mil pedras.
Um modelo importante a ser adotdo é o de que qualquer alteração a ser feita na cidade de São Paulo deve ser feita a partir do plano original da cidade, chamado pelo blog de Modelo SP 634.
SP 634 refere-se a vida da cidade de São Paulo no ano de 1634, ano em que a cidade ainda estava integra, não havia passado por nenhuma alteração geográfica prejudicial (veja artigo São Paulo de Piratininga em 1634 http://capivarapaulistana.blogspot.com/2009/10/sao-paulo-de-piratininga-em-1634.html).
A criação e ampliação de áreas verdes é sempre bem vinda desde que para isso não eliminemos os ícones tombados de nosso Patrimônio Histórico.
Isso quer dizer que não podemos destruir o pátio do colégio, ou o edifício Matarazzo para fazer um campo de hortênsias, mas podemos ter um centro urbano muito parecido com o que tivemos no ano de 1634, mas com a cara de uma cidade de São Paulo de 2100.
Por outro lado não há nada de romântico e histórico nos antigos trilhos de trem, galpões abandonados, e terrenos baldios habitados por ratos e pombas.
Neste sentido o prefeito Gilberto Kassab e o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, apresentaram os detalhes do projeto das três novas operações urbanas para a Cidade de São Paulo - Lapa-Brás, Mooca-Vila Carioca e Rio Verde-Jacu “Com estas propostas, teremos a oportunidade de fazer transformações muito significativas em áreas degradadas da cidade, sob o ponto de vista do planejamento urbano", disse Kassab.
São projetos estratégicos, que têm como objetivo concretizar as diretrizes do Plano Diretor e que propõem a ocupação de parte da orla ferroviária que se encontra subutilizada entre os bairros Lapa e Brás, Mooca e Vila Carioca. As ações também buscam a geração de empregos e a melhoria das condições de moradia no extremo da Zona Leste, diminuindo a necessidade de deslocamentos diários entre essa região e o Centro. Questões ambientais também serão contempladas nas intervenções, com a criação de parques, aumento das áreas permeáveis e melhoria da drenagem.
Começo a ver um pouco de melhora na nossa cidade e um certo sorriso nas capivaras.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Ecologia Urbana

Não faz muito tempo, fui correr no Ibirapuera, logo cedo, quando o parque havia acabado de abrir. Percebi uma agitação na lata de lixo, me aproximei e encontrei um Saruê armadilhado lá.
Imediatamente achei uma funcionaria da limpeza do parque, para que ela me ajudasse a tira-lo de lá (as lixeiras ficam presas em posição vertical). Ela disse que tem muito Saruê no parque e que é bastante comum o bicho entrar no lixo para apanhar comida e depois não conseguir mais sair.
O Saruê ou gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita) é uma espécie de gambá que habita o Brasil, Argentina e Paraguai. Pode atingir de 60 a 90 centímetros de comprimento e pesar até 1,6 kg, são ótimos arboristas, alimentam-se praticamente de tudo o que encontram: insetos, larvas, frutas, pequenos roedores, ovos, cobras e etc. Como qualquer outro gambá, possui uma glândula que exala odor desagradável na região do ânus.
A fêmea possui no ventre o marsúpio, bolsa formada pela pele do abdômen onde encontram-se 13 mamas.
Apesar de existirem em grande numero no meio urbano (numero muito maior do que as capivaras), pouco vemos estes animais. Tem funcção importante no meio ambiente no que diz respeito ao controle de populações de roedores e são dispersores de sementes. Habitam florestas, regiões cultivadas e áreas urbanas e em toda a mata atlântica e restinga brasileira.
São animais como este que nos ajudam a filosofar mais sobre o papel da Ecologia Urbana, afinal, também somos animais que por acidente nasceram em ambiente urbano.
A interação que o Saruê tem com o meio urbano não é diferente da forma que as moscas, os pés de mamona, as pombas, o dente de leão, os urubus, etc. encontraram para se adaptarem às cidades. Estes de certa forma executam pequenas mudanças para restaurar o ambiente florestal; o dente de leão nasce nas rachaduras do cimento das calçadas; o urubu come os animais mortos (muitas vezes atropelados nas vias), o próprio saruê poliniza as diversas espécies de arvores que nascem em lugares inesperados. Nos, por outro lado, expandimos as áreas asfaltadas e fazemos as cidades crescerem sem planejamento ambiental para nossos filhos também nascerem por acidente na selva urbana.
Estima-se que até 2030, 60% da população mundial viverá em um ambiente metropolitano. Neste sentido é muito importante que as pessoas se eduquem e se engajem em atividades ecológicas, seja no estudo das aves locais, testando a qualidade dos recursos hídricos da área, limpando terras devolutas para criar parques e jardins, ou a plantando e cuidando de árvores nas ruas. A nossa única saída para que possamos viver num ambiente metropolitano sem causar maiores danos ao planeta é o estudo e aplicação da Ecologia Urbana.
Ecologia Urbana é um ramo da ecologia que trata da interação entre organismos vivos em uma comunidade urbana ou urbanizada, e sua interação com a comunidade.
Ecologistas urbanos estudam as árvores, rios, vida selvagem e os espaços abertos encontrados nas cidades para entender a extensão desses recursos e a forma como eles são afetados pela poluição, excesso de desenvolvimento e outras pressões.
A análise dos ambientes urbanos no contexto da ecologia do ecossistema (considerando a ciclagem de matéria e fluxo de energia através do ecossistema) pode vir a nos ajudar a projetar uma comunidade mais saudável e melhor administrada, por entender as ameaças do ambiente urbano para os seres humanos.
Há uma ênfase no planejamento das comunidades com um design ecológico, utilizando materiais de construção alternativos e métodos com a finalidade de promover um ecossistema saudável e biodiversidade urbana.
Um bom exemplo de como integrar a natureza aos centros urbanos é proposto pelo escritório de Howeler + Yoon Architecture http://www.hyarchitecture.com de Bostom em parceria com Squared Design Lab de Los Angeles http://www.squareddesignlab.com . O Edifício de Eco Pods é uma estrutura conceitual onde um edifício inacabado é coberto com pods modulares, próprios para a criação de algas para bio-combustível.
Os pods são continuamente rearranjados por braços robóticos (a energia para movimentação dos braços vem das próprias micro-algas) para colocá-los na melhor posição possível de aproveitamento de luz solar.
A micro-alga é atualmente umas das culturas mais promissoras para fornecimento de bio-combustível, rende cerca de trinta vezes mais energia por hectare do que qualquer outra cultura.
Alem disso, estas algas, ao contrário de outras culturas, podem crescer verticalmente e em terras não aráveis, são biodegradáveis e podem ser o único método viável para produzir combustível suficiente para substituir o uso de óleo diesel dos automóveis atuais. Para alimentar estas algas usa-se açúcar e celulose e elas ainda ajudam a reduzir as emissões de dióxido de carbono, uma vez que substituem CO2 por oxigênio durante a fotossíntese.
A produção de energia através de micro-algas bem como o Edifícios de Eco Pods ainda está em fase de testes mas é sem duvida uma boa dica de como podemos viver em parceria com a natureza e ter uma coexistência pacifica.
sábado, 29 de maio de 2010
O Estilo “Vila Mariana”
O nome do bairro Vila Mariana foi atribuído em 1870 pelo coronel da guarda nacional Carlos Eduardo de Paula Petit, a partir da fusão dos nomes de sua esposa Maria e de sua sogra, Anna. Carlos Eduardo de Paula Petit, foi um dos homens mais importantes na Vila Mariana, muito bem quisto na região, foi eleito vereador.
Hoje a Vila Mariana é uma das regiões mais desenvolvidas da capital paulista, e isso comprova-se nos números. A renda média da região gira em torno de R$ 3,6 mil mensais, quase o triplo da média municipal de cerca de R$ 1,3 mil.
Na educação os dados tornam-se ainda mais explícitos. O Ensino Fundamental foi completado por quase 80% dos moradores, e 71,34% dos que lá habitam completaram o Ensino Médio, contra as médias municipais de 49,9% e 33,68%, respectivamente. Porem, o ponto mais marcante do bairro é sua atmosfera ao estilo “Vila Mariana”. com as casas típicas, as rotisseries, os pequenos negócios, etc.
A impressão que tenho é que trata-se de uma vila no meio da metrópole que parou no tempo. Sou suspeito para defender este estilo próprio, pois foi lá que eu e minha esposa nascemos, veja a foto da minha família cumprimentando uma ilustre capivara que passava por lá.
Sei que este mesmo estilo pode ser encontrado na Mooca, no bairro da Pompéia, Barra Funda. Mas sem duvida a Vila Mariana é Única, veja porque:
A Vila Mariana é sem duvida um bairro com identidade própria que infelizmente não tem o respeito que merece, veja por exemplo este prédio baixo, Art-Déco na esquina da Lacerda Franco.
Se fosse tratado com um pouco mais de cuidado teria um efeito bem melhor, sem mencionar as calçadas que estão quebradas e despadronizadas desde quando eu era criança (a uns 40 anos atrás), os fios que passam pelos postes e terminam nas fachadas sem o menor planejamento.Casa no estilo “Vila Mariana”
Veja alguns pontos básicos que ajudam a identificar uma autentica casa “Vila Mariana:

1 – Oratório na Fachada – Hoje em dia está cada vez mais difícil de achar, mas nas casas das famílias mais religiosas ainda podem ser encontrados, ilumindos por vela ou pequenas lampadas coloridas;

2 – Ornamentos em gesso na fachada – bastante característico;
3 – Mosaico Português – muitas vezes vermelho com azulejos e/ou lajotas pretas e amarelas intercaladas ( acredito que muitos devem ver este piso e lembrar de sua infância, de quando nos arrasávamos neste chão gelado);
4 – Muro baixo com vigas de madeira na horizontal – o bairro já foi mais seguro e infelizmente estes muros baixos são substituídos por grades metálicas com barrigas para guardar os carros;
5 – Janela do Banheiro que dá para a rua – é bem legal quando você marcou de ser apanhado em casa. É possível sair do banho na hora que o carro da pessoa chega;
6 – Varanda na entrada geralmente com entrada em forma de arco – isso é a cara da Vila Mariana;
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Festa de aniversário da cidade com a CapybaraParade

Para comemorar os 456 anos que a cidade de São Paulo completa no dia 25 de Janeiro de 2010 a Capivara Paulistana resolveu dar um presente para a cidade a CapybaraParade.

Baseada na exposição de arte publica de Pascal Knapp, um escultor suíço que concebeu as vacas da CowParade colocamos “virtualmente” a capivara em alguns pontos da cidade de São Paulo.














